A distância é implacável

caminho de casaTodos os finais de semana eu sofro da “síndrome do solteiro inconformado“. É aquela síndrome em que a pessoa está bem a semana inteira mas basta chegar o final de semana para se sentir o ser humano mais solitário da Terra. Sabe como é? Entao, eu me sinto assim. Nao porque sou solteira, porque de fato nao sou mas porque moro em outro país, longe da minha família e dos meus amigos de sempre.

Nao tem um final de semana que eu nao lembre com saudade e carinho da minha casa, dos meus pais, dos meus irmaos, da comida do Brasil, dos meus amigos, dos lugares que eu costuma ir aos finais de semana, da rotina que deixei pra trás.

Nao me arrependo nem um pouco de morar no Chile. A verdade é que eu acho que se tivesse que voltar a viver no Brasil, teria sérias dificuldades para me acostumar, porque voltar nao está nos planos; mas isso nao é algo que a saudade compreenda. A saudade nao deixa de chegar só porque você está realizada na sua atual situaçao.

E eu gosto da saudade. Ela nao me deixa esquecer quem sou, de onde vim, as minhas referências. Porém, sinto que tenho que começar a aceitar uma coisa que desde que mudei de país, eu tenho evitado. Mas preciso aceitar.

É triste aceitar que você já nao é parte imprescindível na vida das pessoas que deixou no seu país. Você escolheu viver longe, escolheu dar vida aos seus sonhos em outro lugar. E elas continuaram lá, seguiram suas vidas. Elas mantém o mesmo amor, carinho e saudade por você, mas precisaram seguir com suas vidas. Precisaram aprender a fazer planos sem você. A comemorar seus aniversários sem a sua presença. A viajar sem a sua companhia. A dividir seus dias com outras pessoas.

E é um processo bem natural e completamente aceitável, já que você também criou novos vínculos no lugar que está. Mas nao é tao simples assim.

Eu nao sei se somos egoístas, se apenas temos dificuldade de nos desprender de algo ou se tudo isso junto. Só sei que por mais que as coisas mudem e que você aprenda com as mudanças, quando uma nova mudança chega, é como se começasse tudo outra vez, com os mesmos medos e tristezas. A gente nao sabe lidar com o novo com 100% de tranquilidade.

O mais engraçado é que nao se trata de ciúmes, raiva, decepçao ou qualquer coisa do gênero, com relaçao a uma pessoa específica. Se fosse, seria até mais fácil. Seria coisa de conversar com esse alguém e pronto. Isso tudo nao se trata de cobrança, de algo que acabou sem explicaçao, porque nem se quer acabou.

É apenas a constataçao de que a distância pode até conservar os sentimentos, mas nao pode deixar tudo exatamente no seu lugar, como era quando você ainda estava por perto, apesar de todo o amor que eu sinto por todas as pessoas que deixei no meu país e delas por mim.

Fernanda La Salye

Era meu. Continua sendo.

euE nao é porque seja passado que precisa ser esquecido. A gente é ensinado a eliminar o que acaba. Mas tudo tem uma parte boa. Aquela que ninguém apaga. Circunstancia alguma. Porque foi seu e vai continuar sendo, afinal, aconteceu na SUA vida.

Entao, o que é meu, estando comigo atualmente ou nao, é uma decisao só minha dizer quando vai deixar de me pertencer. A nostalgia pode sim ser um bom combustível. Nao abro mao. Nunca. Foi bom, ainda é e vai morrer sendo.

Tem coisas que eu esqueço e passo por cima sim. Esqueço as mágoas e nao quero conviver com a causa delas, mas nao ignoro o tempo em que do mesmo lugar, vinham as maiores alegrias da minha vida. É uma questao de gratidao e esse é um sentimento que está em falta no mundo.

Tenho uma enorme gratidao por todos os que já passaram pela minha vida e me tornaram quem eu sou, até quando me fizeram sofrer porque foi através de tudo isso que aprendi a nao ser capaz de cometer os mesmos erros.

É claro que nao passaria por tudo outra vez. Aprender com o sofrimento é o minímo, mas aí desejar vivenciá-lo outra vez, é loucura. Porém, uma coisa nao pode excluir a outra: eu fui feliz, eu me orgulhei daquilo por um tempo, eu conquistei grandes coisas pra mim e por mim naquilo que hoje é classificado como passado.

Acredito que tudo o que foi forte demais, foi especial. A gente muda de fase, mas nao troca de vida e é preciso respeitar e ser grato com tudo o que te trouxe até aqui.

Fernanda La Salye

Tem mais presença em mim o que me falta

Viña del Mar - Santiago

Viña del Mar – Santiago

E às vezes o sol nao nasce, mesmo que o universo faça tudo certo. Às vezes ele nao dá as caras.

Nao ilumina o dia, nao traz calor, nao deixa o dia bonito. É… às vezes ele nao vem.

E como tudo que muda repentinamente do lugar, que sai do habitual, do comum, esse tipo de acontecimento desestabiliza. Tira o chao. Cava um abismo.

Nao é fácil sair da escuridao. Nao é tao fácil enxergar o que precisa ser visto e nao é legal estar sozinho nessa busca.

O mundo gira, a cabeça gira junto. Tudo se move. Menos aquilo que você gostaria que andasse, que tomasse rumo, que alçasse voo.

Falta o sol. Falta a vida. Falta motivaçao.

Falta amor. Falta compreensao também.

Falta identificar-se com algo conhecido, bonito, que tenha alguma referência com aquele tempo em que tudo parecia sorrir. Algo que te arranque da posiçao atual.

E tudo parece longe, fora de alcance. Impossível.

Se o sol soubesse que apenas um raio, um pequeno facho de luz que entrasse aqui, nesse lugar que criei pra me proteger de tudo que nao tenho capacidade  de enfrentar… Se ele soubesse que apenas um pouquinho dele já me ajudaria muito, mudaria tudo! Se ele soubesse…

Já dizia o poeta: “Tem mais presença em mim o que me falta.”

Sou tudo o que me falta: carne, ossos e cabelos. Um coraçao tomado pelo que me falta, mas que nao é ingrato com o que tem. Isso tem que ficar bem claro. O problema é que poucos entendem.

Sigo em busca. Caminhando. Persistindo. Perseguindo. Às vezes esqueço o que, mas nao por muito tempo, só o suficiente para nao enlouquecer.

O sol nao nasceu hoje. Nao nasce há um bom tempo. Mas eu vou dormir na esperança de que ele venha me ver amanha.

Fernanda La Salye – Ouvindo Jason Mraz, “93 Million Miles”

O que tem atrás da porta?

“Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.

Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual haviam gravadas figuras de caveiras.

Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia:
– Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados.

Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.

Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
– Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
– Diga soldado.
– O que havia por trás da assustadora porta?
– Vá e veja.

O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade.

O soldado admirado apenas olha seu rei que diz:
– Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.

Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar? Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?”

Autor desconhecido

E viva o Melhor do Brasil

As “Fiestas Patrias, também conhecida informalmente como El Dieciocho, é uma festa chilena realizada anualmente nos dias 18 e  19 de setembro. É um mês cheio de expectativas, de decoraçoes em azul, vermelho e branco – cores da bandeira chilena – como se fosse natal no Brasil.

Apesar da cidade literalmente parar durante o final de semana que antecede o feriado e obviamente nos dias 18 e 19/set, e se você fizer uma conta rápida de dias vai perceber que a conta é bem similar aos dias de Carnaval, as comemoraçoes em nada se parecem a isto. Mas também, o motivo de um feriado tao grande por aqui é outro: Esta festa comemora  a independência chilena, com muitas danças e ritos folclóricos, comida típica, encontros familiares e bandeiras do Chile em todos os lugares. Todos mesmo!

Apesar de achar maravilhoso um feriado grande assim, nao estou aqui para “defender” as festas pátrias, até porque, se você nao é chileno – o que é o meu caso – o feriado acaba sendo bem chatinho porque você nao está inserido na cultura, mas toda essa movimentaçao em prol da data, me fez pensar no quanto o brasileiro tem motivos para ser um pouco mais patriota e nao é.

Nao falo isso por nao comemorarmos da mesma maneira a nossa Independência que também é no mês de setembro e que ao meu ver, deveria ser mais valorizada; mas porque eu sinceramente acho que apesar de toda a revolta que a Política nos causa, ainda assim temos um grande país.

Quero compartilhar um texto de uma escritora holandesa que recebi por e-mail. A escritora nao se identifica, o que é uma pena porque o texto é muito bom, mas fica o pedido de reflexao sobre o lado bom do nosso Brasil e do quanto esse lado precisa ser ressaltado.

“Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo – ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal – e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc. Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
9. Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem? Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

É! O Brasil é um país abençoado de fato. Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!”

 

 

O peso que a gente leva

O perigo da viagem mora nas malas. Elas podem nos impedir de apreciar a beleza que nos espera.
Experimento na carne a verdade das palavras, mas não aprendo.
Minhas malas são sempre superiores às minhas necessidades.
É por isso que minhas partidas e chegadas são mais penosas do que deveriam.
Ando pensando sobre as malas que levamos…
Elas são expressões dos nossos medos. Elas representam nossas inseguranças.
Olho para o viajante com suas imensas bagagens e fico curioso para saber o que há dentro das estruturas etiquetadas.
Tudo o que ele leva está diretamente ligado ao medo de necessitar.
Roupas diversas: de frio, de calor – o clima pode mudar a qualquer momento!
Remédios, segredos, livros, chinelos, guarda-chuva – e se chover?
Cremes, sabonetes, ferro elétrico – isso mesmo!
Microondas? – Comunique-me, por favor, se alguém já ousou levar.
O fato é que elas representam nossas inseguranças.
Digo por mim. Sempre que saio de casa levo comigo a pretensão de deslocar o meu mundo. Tenho medo do que vou enfrentar.
Quero fazer caber no pequeno espaço a totalidade dos meus significados. As justificativas são racionais. Correspondem às regras do bom senso, preocupações naturais para quem não gosta de viver privações. Nós nos justificamos: “Posso precisar disso, posso precisar daquilo…”
Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos.
Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?
As perguntas são muitas… E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?
Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou.
Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada.
É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.
E então descobrimos o motivo que levou o poeta a cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!”
Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos.
A distância nos permite mensurar os espaços deixados.
Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território.
É consequência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou. É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.
Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver.
Por isso é necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam.
Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias… Hospitais, asilos, internatos…
Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não doi na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar.
Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu.
Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro.
Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.
Por Padre Fábio de Melo

Tenho aprendido

Algumas vezes saí para cantar sem nenhum ânimo e cheia de problemas. E nessas ocasioes, nao faltaram pessoas pra me dizer que naquele dia, a minha música fez diferença na vida delas.

A partir desse dia, nunca mais pensei nos meus problemas antes de cantar. 

Uma vez eu menti para uma pessoa que eu amava. Foi quando ela me disse: “tomei essa decisao baseada no que você me disse.”

A partir desse dia comecei a pensar mais antes de falar e a cobrar menos das pessoas.

Anos atrás um amigo me contou um segredo que erroneamente dividi com outra pessoa. Com toda a razao, fui obrigada a escutar que se ele confiasse em outra pessoa como confiava em mim, teria contado o segredo a essa pessoa também.

Nesse dia aprendi que confiança nao pode ser quebrada e que é um privilégio despertar este sentimento em alguém.

Já fui a um encontro de amigas sem ânimo algum e depois recebi um email lindo que dizia: “Obrigada pelo seu silêncio ontem. Eu só precisava ser ouvida.”

Desde entao, dou toda a atençao do mundo a quem precisa de mim.

Aniversário de uma amiga e eu sem grana. Comprei algo bem baratinho e fui à festa. Ganhei o dia quando disse: “As coisas simples da vida sao as mais marcantes”.

Foi nesse dia que deixei de dar mais peso ao dinheiro do que à lembrança.

Aprendi. E sigo aprendendo.

Aprendendo que de fato nao sou uma ilha. Uma atitude minha vai SIM respingar em alguém. Está em mim determinar o quanto quero ser positiva na vida do outro.