Era meu. Continua sendo.

euE nao é porque seja passado que precisa ser esquecido. A gente é ensinado a eliminar o que acaba. Mas tudo tem uma parte boa. Aquela que ninguém apaga. Circunstancia alguma. Porque foi seu e vai continuar sendo, afinal, aconteceu na SUA vida.

Entao, o que é meu, estando comigo atualmente ou nao, é uma decisao só minha dizer quando vai deixar de me pertencer. A nostalgia pode sim ser um bom combustível. Nao abro mao. Nunca. Foi bom, ainda é e vai morrer sendo.

Tem coisas que eu esqueço e passo por cima sim. Esqueço as mágoas e nao quero conviver com a causa delas, mas nao ignoro o tempo em que do mesmo lugar, vinham as maiores alegrias da minha vida. É uma questao de gratidao e esse é um sentimento que está em falta no mundo.

Tenho uma enorme gratidao por todos os que já passaram pela minha vida e me tornaram quem eu sou, até quando me fizeram sofrer porque foi através de tudo isso que aprendi a nao ser capaz de cometer os mesmos erros.

É claro que nao passaria por tudo outra vez. Aprender com o sofrimento é o minímo, mas aí desejar vivenciá-lo outra vez, é loucura. Porém, uma coisa nao pode excluir a outra: eu fui feliz, eu me orgulhei daquilo por um tempo, eu conquistei grandes coisas pra mim e por mim naquilo que hoje é classificado como passado.

Acredito que tudo o que foi forte demais, foi especial. A gente muda de fase, mas nao troca de vida e é preciso respeitar e ser grato com tudo o que te trouxe até aqui.

Fernanda La Salye

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