Redefinindo Prioridades

Você passa a vida sonhando e correndo atrás daquilo que quer e aos poucos vai alcançando as suas metas. E é bom também quando aquilo que você nem imaginava que aconteceria, bate à sua porta e muda toda a sua rotina, seus planos, muda você literalmente.

Mudança nao costuma ser um processo simples ainda que você esteja esperando por ela. Quando isso acontece, a mente precisa entender e aceitar que poucas coisas ou nada será igual e arranjar uma maneira de aprender a viver com a nova vida que apareceu na sua frente.

Mas verdade seja dita: ela te permite ver um outro ângulo das coisas, porque nada causa tanto mal como um olhar acostumado. E quando isso acontece, desaparecemos em meio ao cenário tao habitual.

A mudança toca fundo em um cantinho dentro da gente, o cantinho das “preciosidades”. Aquele lugar sagrado em que se guardam pessoas, momentos e tudo o que saiu do status comum para o especial. E nessa hora é preciso cuidado para definir quem permanece e quem continua nesse espaço. Se você analisar com calma, vai perceber que tem gente ocupando um espaço que já nao faz por merecer.

No meu processo de mudança, aprendi que nao devo colocar nos ombros de ninguém a responsabilidade de me fazer feliz e por isso, eu tomo sempre alguns cuidados comigo. Jogar fora algumas lembranças que nao quero e nao uso mais é um desses cuidados. Quando estou sem paciência, tiro tudo do meu “armário” e vou jogando no chao. Chega uma hora em que a porta nao fecha mais, sabe? Começo eliminando o que nao tem mais serventia. Eliminar mesmo. Porque aprendi que há coisas que se deterioram tanto com o tempo que doá-las a alguém nao pode ser visto como caridade. É preferível dar algo novo, sem passado.

E é nessas horas que recupero grandes presentes que a minha memória curta já tinha me feito esquecer como aquela viagem, os amigos em casa, o casamento da irma, a promocao no emprego, quem continua ao lado.

Entende porque na hora de mudar algumas coisas precisam ficar de fora? Pra caber tudo isso que acabei de dizer. Nao faz sentido uma grande mágoa conviver com o sorriso de uma criança. Uma vai suprimir o espaço da outra. E nessas horas é preciso um saco de lixo e dos grandes para jogar fora aquilo que acumulamos nao sei pra que.

E quando tudo estiver em seu lugar e com espaço, será mais fácil acomodar a mudança e todo esse amor e energia que você tem.

Suavemente, tudo encontrará o seu ritmo. Até lá, celebre o tempo de cada novo passo.

Por Fernanda La Salye – Ouvindo “September” (Kirk Franklin)

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