Música: Eu não sinto saudades

As pessoas me perguntam se eu tenho saudades de cantar. E eu repondo: Não, não tenho. Não me ache prepotente ou mentirosa, é que simplesmente não se pode ter saudades daquilo que você não se afastou.

A música é a minha vida. Meu pais cantavam para mim quando ainda nem sabiam com qual deles eu pareceria.

Nasci em uma família onde quem não canta, toca algum instrumento ou faz algum tipo de dança.

Aos 4 anos de idade, eu já cantava com o meu pai na igreja, que sempre foi muito determinado a treinar o meu ouvido e a ensinar a me expressar e interpretar diferentes estilos musicais.

Minha irmã foi responsável pelo pouco da teoria musical que aprendi. E que fique claro que só não aprendi mais por culpa minha. Aos 9 anos de idade, você não se empolga muito com a diferença entre uma semi-fusa, colcheia ou semi-colcheia.

Fiz aulas de canto dos 7 aos 14 anos de idade e também fiz algumas aulas de piano. Apesar de adorar o som, ainda não estou certa que é a esse instrumento que quero dedicar horas do meu dia estudando. Mas quando definir minha nova paixão musical, conto para vocês.

Cantei em alguns formatos musicais, como solo, coral, quarteto, grupos, duetos e trios. Sempre preferi formatos que envolvessem pelo menos 3 pessoas. A música é boa demais para sentir sozinha.

Ela me levou a lugares incríveis: lugares maravilhosos do Brasil e fora dele. Me fez conhecer culturas diferentes e pessoas especiais. E isso é o que considero fantástico na música: ela aproxima pessoas de uma maneira tão emocionante, como quase nenhuma outra arte faria.

A música me trouxe tranquilidade quando nasci, alegria na minha infância, refúgio na minha adolescência e continua me proporcionando vida, todos os dias.

Não, definitivamente não posso sentir saudades de algo que ouço, exercito e me encanto todos os dias.

Mas eu tenho muita saudade do local onde ela realmente faz sentido, do local onde ela ganha intensidade, transformações, harmonia, propósito e unção. Eu sinto falta do altar. Não, eu não disse do palco. Esse é apenas um local comum, onde qualquer expressão de arte pode se manifestar, inclusive a música. Eu disse altar, aquele local sagrado, cheio da presença de Deus, que invade a vida de qualquer cantor que se dispõe a estar nele. Aquele lugar repleto de benção, de esperança e de possibilidades. Aquele santo lugar que recebe um pecador e se esquece disso quando começa a usá-lo para tocar vidas.

É, desse lugar eu sinto uma enorme saudade…

Não que eu não encontre a Deus cantando em um parque ou no silêncio do meu quarto. Deus está aqui agora, enquanto canto e escrevo. Mas é que no altar de Deus, existe entrega, conversões e a declaração pública do amor do cantor por quem lhe deu o dom. Ter acesso ao altar é realmente um privilégio.

 

 

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4 comentários sobre “Música: Eu não sinto saudades

  1. Amiga linda,

    O altar erigido pelos homens é passível da ação do tempo, das intempéries da natureza e logo irá tornar-se pó!

    Mas o altar, onde esta o trono do nosso Pai, logo,logo será aberto para Seus filhos, e você, assim como eu o glorificaremos e nos alegraremos no Santo dos Santos!!!

    Bjo no seu S2

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