Que tempo bom, que não volta nunca mais…

Às vezes dá uma vontade incontrolável de voltar nos tempos de colégio com aquelas super preocupações nível máximo: prova de química no segundo tempo, obrigações do dia-a-dia exaustivas, pular na cama até cansar cantando Mamonas Assassinas, ficar horas em claro pensando em uma comida com a letra h…

Às vezes dá uma vontade de trocar o mundo inteiro pelo mundinho do colégio, que na época causava tédio por ter tudo o que queria no mesmo lugar, mas que hoje vejo que não precisava mesmo de mais nada além do que tinha da estradinha dos abacateiros para dentro.


E as viagens?! Viajar já é bom, mas viajar com tudo pago, com todos os seus amigos, pra sair cantando por aí com muita tranquilidade – porque até as faltas na escola nesse período seriam abonadas – realmente era a melhor coisa do mundo!


Saudades das pessoas, das conversas intermináveis na madrugada, das festas do grêmio, da quadra lotada, de me divertir com a chegada dos novatos, das programações especiais, de dar “bolinho” em quem começava a namorar, de ver os novos casais levando as bandeijas do refeitório inteiro, do desespero das alunas ao ser anunciada a “presença masculina no domitório”, da gincana das cores, do show de talentos, do coral jovem, da comida especial do sábado, de matar aula para namorar ou ficar dormindo até mais tarde.

Mas tem coisas que eu não sinto a menor falta também, como acordar antes das 6 para não perder o café da manhã, as aulas educativas – não levo o menor jeito com artesanato – fazer tudo correndo a noite porque a luz do dormitório apagava às 22 horas (e se eu não estivesse com sono para dormir, azar o meu?!), não poder namorar com liberdade (desnecessário comentar), não ter saída livre (pedir autorização para a “Prepa” Percília para sair, era um parto), deixar o quarto impecável para o dia da avaliação (gente, nem minha mãe era tão rigorosa) e “pagar castigo” (lembrar de algo que só acontecia na infância durante a minha adolescência, com risco de perder a bolsa de estudos; dava um certo pânico, mas ainda assim eu paguei 2 vezes…rs).

Mas até do que eu não gostei, eu lembro dando risadas, porque foi realmente muito bom!

Hoje, os “sobreviventes” de 1998 à 2000, minha fase de Unasp-II, estão por aí: no Brasil, fora dele, estudando, lecionando, casando, trocando fraldas, repensando a profissão, desbravando o mundo.

Melhor ainda é pensar que nesse momento, em algum lugar do mundo, tem alguém dando continuidade a uma parte da minha história…

Boa sorte a todos!

Fernanda Anjos
Ouvindo: Coral Jovem do Unasp-II, “Meu primeiro amor”.
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